Em 2006 Nívia Pombo escreveu o texto "O Cardápio Brasileiro"em março de 2006, com o objetivo de mostrar os motivos pelos quais não podemos dizer que a comida brasileira é típica. O principal fator citado pela autora - que se embasa em outros pesquisadores como Luis da Câmara Cascudo, Caloca Fernandes e Laura de Melo e Souza – é a miscigenação de temperos. 
 


Como o povo brasileiro é uma mistura de culturas e nacionalidades a nossa culinária não poderia ser diferente, tendo em vista que as especiarias como pimenta, cravo, canela e outros foram os principais itens extraídos do Brasil para Portugal. 
Ainda na época da colonização começaram a surgir as primeiras misturas gastronômicas. Os peixes, muito presentes já na culinária portuguesa, ganhou os temperos indígenas. Logo após foi a vez dos africanos trazerem o seu sabor para unir ao nosso. 
Após o fim da escravidão, imigrantes de diversas etnias – principalmente italianos – também chegaram as nossas terras e aprimoraram receitas que há muito já eram feitas no Brasil. 
Outro ponto muito frisado pela autora é a expansão territorial brasileira. Ou seja, como o Brasil tem vasto território e tipos de terreno, existe uma maior probabilidade de surgirem especiarias diferentes.
O clima também ajuda muito na fertilidade do território. Cada canto do Brasil tem uma determinada especiaria. Uma pimenta que existe na Bahia, pode não existir no Rio Grande do Sul. Assim como certas ervas de Santa Catarina não são encontradas na Amazônia. 
Essa pluralidade faz da culinária brasileira quase sem pátria. Um dos principais problemas para determinar de que região é uma receita é a facilidade que ela tem de se multiplicar. Como citado no texto, alguns pratos são típicos de mais de um local e não se sabe ao certo em qual foi inventado.
Vale lembrar que apesar de toda essa mistura a comida brasileira é principalmente conhecida por sua simplicidade, mas não menos reconhecida por seu sabor. Dentre tantas misturas o tempero brasileiro surge para agradar gregos e troianos. 
No final, a autora mostra que não importa de onde veio e nem para onde vai, o que mais vale é saborear esse encontro de culturas presentes em cada garfada das comidas “tipicamente brasileiras”. 
Você já tinha parado pra pensar nisso? Mas a conclusão, após ler o texto, é de que podemos dizer que a feijoada não é totalmente brasileira, nem o churrasco, até o acarajé pode não ter nascido aqui. Mas o que torna a nossa culinária realmente nossa, é a felicidade incorporada a cada prato e a vontade de misturar e desbravar o novo. 

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